Quinta-feira, 16 de Julho de 2009

Preciso muuuuito

Dessa luva de borracha com acabamento plissado de bolinhas...
Loja: Coisas da Dóris, R$ 75




Dessa moringa com estampa da vó (bebo água loucamente de madrugada)
Loja: Coisas da Dóris, R$ 160





Dessa batedeira. Loja: Kitchen Aid. Custa R$ 1490. (Se bem que moro pertíssimo de duas docerias sensacionais, mas isso é detalhe)




Mais peças de decoração vintage na galeria do Casa.com. Só clicar AQUI.



Mari Mari quer porque quer porque quer

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Terça-feira, 14 de Julho de 2009

Banqueta capenga: ANTES e DEPOIS

Pára tuuuuuuuuuuudo. Sabemos que este blog é frequentado 99,9% por meninas - e que, aliás, 99,8% delas estão em férias - abafa o caso! Sabemos também que meninas (apenas as prendadas, claro) quase sempre são as grandes autoras de extreme makeovers doméstico-decorativos. Eu disse QUASE. Tá vendo essa banqueta banguela-detonada-sem-assento-e-tudo-de-ruim? Pois bem. Foi achada no lixo pelo leitor-menino-prendado Fabio Lins. (Esqueçam, ele é casado). Então. Fabio me contou por email que achou essa banqueta - ou o que havia restado de algo que um dia fora uma banqueta - no lixo perto do trabalho. Levou a peça para casa, lixou, pintou, arrumou um tampo de madeira, um pouco de espuma de tapeçaria, um pedaço de tecido e tcharaaaaaaaaaaam. Eis uma banqueta novinha em folha. Sabe por que ele fez tudo isso? Para que presentear a esposa Bianca, que ele carinhosamente chama de Bibi. Se você acha que romantismo tem a ver apenas como jantar à luz de velas e rosas vermelhas, faça como esta blogueira que vos fala: reveja seus conceitos, meu bem. Beijo-me-manda-uma-mensagem.


ANTES




DEPOIS




A base do assento, pregada com um grampeador power



Sabe o que achei mais legal? A improvável combinação de cores. Verde e azul é coisa de menino. Mas que ficou lindo, ah ficou.




Mari Mari ainda tem esperança na humanidade


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Domingo, 12 de Julho de 2009

O dia em que pendurei os porta-retratos

No Natal do ano passado paguei o maior mico da minha vida. Inventei de falar umas palavras no brinde à meia-noite. Falei que deveríamos refletir sobre quanto éramos importantes uns para os outros e que família era a coisa mais importante do mundo. E que nunca nos separássemos por razão nenhuma. Me emocionei e não consegui terminar a frase. Ridículo assim. Mas continuo com a mesma opinião: minha família é tudo na minha vida. Talvez eu ande pensando bastante nesse assunto porque, sei lá, meu irmão casou, logo serei tia, logo meus pais serão avós, logo o Ro e eu seremos os pais de alguém (Nossa! É mesmo!). ("Logo", no caso, é tipo daqui a 4 ou 5 anos). (Preciso fazer essa ressalva porque senão daqui a pouco minha mãe me liga perguntando "como assim logo?"). Enfim: a vibe é boa e amo muito tudo isso. Inspirada por esse momento We Are Family, saquei ontem meu glorioso bate-prego e cometi o seguinte.


Escolhi como espaço para as fotos de família o hall de distribuição dos quartos. O lugar é estratégico: quem vai ao banheiro social obrigatoriamente passa por ali. Olhando da sala, você vê isso aqui.





Escolhi uma parede para as fotos antigas. Ficou assim: o Ro pititico...




Eu piticica... (misturem eu + o Ro e imaginem como será a Audrey! Ooooooohhhhnnnnn)





Uma foto do casamento dos pais do Ro, sem os quais não existiria Ro e por sua vez não existiria a casinha de Ro e Mari Mari e por sua vez não existiria Brincando de Casinha!!!!





Uma foto do casamento dos meus pais, com meus 4 avós + o bolo de mil folhas + o relógio que faz blémmm-blémmm marcando 21h25





Na outra parede, fiz uma fileira vertical com fotos mais recentes e coloridas. Aí você vê o Ro, eu (cabelo e make da Iara), meu irmão e minha cunhada. Acho legal manter uma coerência entre temas e paredes. Fiz tudo preto e branco/antigo numa parede, fotos mais atuais na outra.





Na outra parede, fotos do irmão e da cunhada do Ro. Escolhi esse par de porta-retratos para eles, já que são um casal. Ficou bacana, não? Lembrando: fotos que serão vistas em locais de passagem, como um corredor ou um hall, devem estar a mais ou menos 1, 70m do chão - a altura média de uma pessoa. (Tudo bem que estou bem abaixo da média, mas enfim...)




Dica sobre quadros e porta-retratos. Antes de sair metralhando sua parede, simule a distribuição deles no chão. Estuda as várias possibilidades de composição: qual vai acima, qual vai abaixo, qual nessa parede, qual naquela. Outra coisa: não confie no seu golpe de vista. Se a ideia é colocar dois porta-retratos lado a lado, meça direitinho. Tenha por perto uma trena, lápis para marcar e um nível, para checar se as marcações estão alinhadas. Por último, minha foto favorita. Esse é o Ro, já maiorzinho, brincando na areia.





Mari Mari errou o lugar de vários furos, mas ninguém precisa saber disso


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Domingo, 5 de Julho de 2009

Mais presentes para a casinha - FOTOS!

Minha vida mudou incrivelmente de três semanas para cá. Não trabalho mais em casa, voltei para o esquema crachá-elevador-bandejão. Lado bom: fui obrigada a comprar sapatos novos e todos os dias tomo um capuccino vanilla da máquina de café da Nestlé - isso faz de mim uma pessoa mais feliz. Lado ruim: meu escritório de casa, que eu chamo carinhosamente de Faixa de Gaza devido à peculiar desarrumação, está mais caótico do que nunca. Lado pseudo-bom do lado ruim: tenho dado menos bola pra isso. A casinha também tem recebido menos atenção, e... that hurts. O apê está sozinhinho. Mas veja que interessante: se eu já adorava loucamente esse bebê, agora que tenho passado menos tempo nele amo-o mais ainda. E sinto mais e mais vontade de decorá-lo. Nesse fim de semana fiz uma listinha de pendências a curto, médio e longo prazo - de um varal extra ao armários da cozinha, que já estão devidamente orçados e projetados. Falta coisa pra burro, mas sinto que vamos nos divertir demais daqui pra frente. Eu, o Ro e você principalmente. A seguir, mimos recém-chegados à casinha.




Durante meses e meses meu querido Tio Ju, que mora em Ribeirão Preto, cultivou esse presente que absolutamente não tem preço. É a árvore da fortuna e da felicidade. Ambas ficam juntas, crescem juntas e, diz a tradição, deve-se ganhar de presente. No words...





Caixinha de cristal em formato de presentinho, com amêndoas dentro. Presente do Gui e da Gi para os padrinhos do casamento. Noivas de plantão, copiem! Copiem!






Olha só o tamanho da caixinha. Cabe na palma da mão. Fala aí se a vida não vale a pena?






Se você tem problema de pressão alta, pare de ler esse post imediatamente. SABE O QUE É ISSO? Um "bolo de aniversário de toalhinhas". Presente da minha amiga jornalista-japa-e -consultora-de-moda Raquel Hoshino. Raquelzinha achou esse "bolo" na Liberdade e disse que não teve como não trazê-lo para mim (hum, isso me leva a várias reflexões...hehe). Pára: as frutas e o suspiro são de tecido. Os chocolatinhos enfiados são de papel. Surtei, surtei.






Fotinho mais de perto. Viu que são duas toalhinhas?





E já que estamos numa toada fofa, olha só as mini-tulipas que o Ro ganhou de presente e que obviamente peguei para mim. Coloquei um Playmobil para você ter uma referência de tamanho. Não sei direito que utilidade elas têm, mas amei de paixão. Você me entende, né?






Junto com o bolo-toalha, minha amiga Raquel Hoshino me deu esse conjunto de colherinhas de café de porcelana, assinados pela designer Rachel Hoshino - note que os nomes são quase iguais. Piada mais do que pronta. Coloquei uma bonequinha Polly para você ter noção do tamanho.






Uma foto, dois presentes. A plantinha é uma muda de Pata de Elefante, trazida pela mãe do Ro. O outro mimo é um aromatizador de ambientes feito pela Marilisa, a esposa do Tio Ju (da platinha da fortuna e da felicidade). Não é demais?





Aqui uma curiosidade: no momento em que fui caçar uma Polly para a foto, achei minha Fofolete do signo de Áries. Não dá vontade de pegar no colo pra sempre?





Mari Mari tenta, sem sucesso, driblar o instinto maternal


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Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

3 ideias para almofadas mais felizes

Hey, macaquitas. O fim de semana se aproxima (ok, na verdade ainda é quarta-feira, mas o pior - segunda e terça - já passou) e aposto que você está procurando o que fazer. Ahn? Ahn? Enquanto estarei atrás de cortinas, capas para sofá e um sapateiro que arrume minha única bota preta, você pode passar o primeiro sábado de julho no seu ateliezinho fazendo arte. Sabe aquelas almofadas lisas do seu sofá? Dê um carinho nelas! Achei essas ideias na Ideal Home e acho que super-fica-bom. Os projetos são relativamente simples e não demandam grandes gastos. Sem contar que almofadas bonitas têm o poder mágico de reacender o amor que você já sentiu pelo seu sofá em algum lugar do passado. Dedico esse post à amiga blogueira-arteira-fofucha-mor Ruby, autora do delicioso Meu Canto, Minha Prosa. Bicocas nas pontas de todos os narizes.



Um laço!



Flores de tecido. É só cortar o mesmo formato das "pétalas" em vários tamanhos diferentes, costurar uma em cima da outra e arrematar com um botão.




Desenhos com botões. Invente, tente... rs





Mari Mari não ama mais o sofá vermelho e está tentando pensar em outra coisa


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Domingo, 28 de Junho de 2009

Momento irmã do noivo

Engraçadíssimo ser irmã do noivo. Ouvi "parabéns" umas sessenta vezes. Parabéns pelo meu irmão. Bacana, eu não esperava. E eu por minha vez, fina que sou/tento ser, fiz questão de cumprimentar tooooodos os parentes que vieram da Conchinchina especialmente para o casamento. Afinal de contas, os noivos nem sempre dão conta de dar beijinhos de mesa em mesa - o que é totalmente compreensível. Então lá fui eu agradecer a um por um pela presença. Será que ganhei parabéns por isso? Enfim. A cerimônia foi linda, a festa foi sensacional e o principal: meu irmão e a Gi não cabiam em si de tanta felicidade. Projeto cem por cento bem-sucedido. Se fiquei parecida com Audrey conforme o planejado? É o que você confere a seguir.



Toda vez que tenho festa, quem me arruma é a Iara Park. Ela é cabeleireira e maquiadora, trabalhou comigo quando eu fazia produção de moda. Costuma sair mais em conta do que ir a salão. Sem contar que ela é uma fofa e só vai embora quando você está prontinha da Silva Sauro. Quem quiser o telefone é só pedir.




O arsenal.... hehehe. Minha mesa de jantar, de repente, virou praticamente um camarim de Hollywood




Passei umas referências de Audrey para a Iara...




Óooooooo.....




Criador e criatura (na verdade, criatura e criador). Meu vestido é da Suely Cencini e essa cor se chama-se Azaléia. O tecido é um tafetá metalizado. Foi amor à primeira vista




I`ve got you - tchu-tchu-tchu - under my skin... Eu e Ro no um pra lá, um pra cá




Estou morrendo de vergonha de postar essa foto, mas o Rodrigo ameaçou me abandonar se eu não o fizesse. Adivinha quem pegou o buquê?




Mari Mari respondeu 87 vezes "não faço ideia" à pergunta: "E o seu casamento? Vai ser quando?"


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Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Cozinha antes e depois

Trauma de pedreiro, crise econômica mundial, casamento que anda esquisito, férias escolares, cachorra que vai cruzar, vontade de trocar o celular capenga por um Iphone. Muitas são as desculpas para você adiar o projeto extreme makeover na sua casinha. Posso falar? Adia não, mujer. Reforme! Chama um pedreiro! Quebra tudo! Eu fiz isso na minha casinha, passei perrengue, gastei o que eu tinha e o que eu não tinha, mas meu apê é hoje exatamente o que eu sonhei (não exatamente, porque falta um cachorro de verdade, falta a Audrey ou o ______ e faltam baleiros lotados de doces pela casa). Quando me pego desanimada com tudo o que ainda está por fazer (cortinas, tapetes, armários, quadros, porta-retratos, plantas), coloco a música Ain’t no Mountain High Enough e fico olhando as fotos da minha reforma. A seguir, o antes e depois de uma cozinha da revista Country Living. Para você definitivamente se animar. Beijo-me-liga-no-celular. To indo buscar meu vestido pro casamento do Gui. E esse frio, hein?



Cozinha antes: muito armário, muito armário...





Cozinha depois: totalmente repaginada. Duvida que é o mesmo ambiente? Olha a posição da janela



Mari Mari confunde echarpe, bolero, estola e pelerine


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Domingo, 21 de Junho de 2009

3 novidades e uma surpresa

Você fica nervosa com o casamento dos outros? Eu fico. Meu irmão se casa sábado que vem - casamentão, com tudo o que tem direito - e estou uma pilha de nervos. Já sonhei 5 vezes que a maquiadora chegou atrasada, 3 vezes que errei o caminho e 2, 7 vezes que a luz acabou e tive de descer 17 andares de escada, com salto-alto e vestidão. Fora que não sei se meu penteado Audrey Hepburn vai dar certo e isso me deixa incrivelmente tensa. Até a noiva já ligou para me acalmar, mas nada. Respira, Mari Mari, respira. Para me distrair da ansiedade, acordei sábado cedinho e fui cuidar de umas pendências-decorativas. Lembra que o Deca Faz Tudo iria instalar umas arandelas para mim? Rolou! Mas bacana mesmo foi uma surpresa que chegou aqui em casa. No final do post eu te conto.



Arandela 1: na sala de jantar. (Esse é o Deca)





Fios ligados, nenhuma explosão. Vamos em frente...





Enquanto parafusava a arandela na parede, Deca me contou que saindo da minha casa iria fazer um serviço na casa dos cabeleireiros-empresários Jacques Janine. Seria o caso do Deca pedir dicas ao Jacques sobre um penteado bem Audrey Hepburn?





Essa arandela que comprei no Lustres Yamamura funciona com duas lâmpadas halógenas, aquelas que não podem ter contato com a pele. Explicação do cara da loja: a gordura da mão penetra na lâmpada e afeta o gás que há dentro dela, o que diminui a vida útil da lâmpada. Ou seja, luvas para o Deca




Cada lâmpada dessa custa, em média, R$ 11




Deca encaixa as lâmpadas cuidadosamente...





Tcharaaaam. Olha lá ela pronta! Paguei R$ 262. É cromada de verdade! (Coloquei o quadro só para você ter uma ideia de proporção)





Arandela 2: no corredor do meu quarto. Essa também funciona com lâmpadas halógenas e custou R$ 109 na mesma loja. Feita com vidro e alumínio. A luz vai para o chão e para o teto. Bonito!





Arandela 3: banheiro social. Essa funciona com lâmpadas dicróicas. Veio do apê antigo. Fiquei feliz de poder reaproveitá-la




Agora a surpresa. Sexta-feira chegou essa caixinha aqui em casa...




Abri correndo... (Meu pai não pode ver essa foto porque ele tem pavor de me ver mexendo com estilete. Na verdade, na cabeça dele eu ainda tenho 6 anos)





Um bilhetinho...




Minha querida amiga Ruby, autora do blog Meu Canto, Minha Prosa, fez esse travesseirinho perfumado especialmente para o meu quarto verde. Em ponto cruz, as iniciais minha e do Ro. Veja, esse presente veio de Brasília! Brasília!




Olha o capricho....




Junto do travesseirinho, um sachê. Não dou, não empresto! hehehe





Olha só como combinou com a minha cama e com meu edredom verde. Ruby Linda, AMEEEEI! Muito obrigada! :)





Mari Mari se emociona com umas coisas


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Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Projeto ateliê da Mari Mari

Tô falando que a mente humana é poderosa. Sempre quis ter um cantinho onde eu pudesse fazer meus artesanatos. No apê antigo, meu material ficava entuchado num armário, um horror. Para achar um pincel ou um pedacinho de tecido era o ó. Passei a vida namorando os “craft rooms” mostrados nas revistas gringas. Quando pintou a história de mudar de casa, a primeira coisa que me veio à mente não foi ter um banheiro a mais, uma vaga na garagem ou uma sala maior. Pensei na possibilidade de finalmente ter meu ateliezinho. E não é que no apê novo tenho não um mas DOIS espaços disponíveis? Pois é, pois é, pois é. O primeiro é o quartinho de despensa, que fica colado na área de serviço. O outro é o quarto de hóspedes, mais espaçoso e claro. Só um detalhe: um dia esse quarto será da Audrey ou do __________ (ainda não decidi o nome do menino. Aliás, divido meu tempo entre duas atividades: escolher os nomes dos meus filhos e as músicas do meu casamento. Não tenho a menor ideia de quando colocarei em prática ambos os projetos, mas por que deixar para amanhã o que se pode fazer hoje, não é mesmo?). Mas voltando. Então, estou pesquisando sobre ateliês e aceito sugestões. Sabe o que não pode faltar nele? Uma TV, lógico. Bordar assistindo à novela é muuuito mais legal. Are baba!


Dois ateliês lindinhos, que peguei emprestado do site Orangebloom








Esse aqui é do Tip Junkie





Esse é do Making This Home




Esse é do Shabby Scraps








Esse é do Studio Tofu (nossa, me deu até palpitação!)




Mari Mari acha extremamente difícil escolher nome de menino e música para a entrada do noivo


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Domingo, 14 de Junho de 2009

Começa a decoração

Achei minha caixa de ferramentas. Derrama, Senhor, derrama! Ufa! Eu estava preocupada com o sumiço dela. Já pensou compar martelo, alicate, chave de fenda, descascador de fio tudo de novo? (Se bem que descascador de fio nunca usei nem nunca vou usar, acho. Só tenho porque meu pai me deu e disse que era "importante"). Enfim, achei a tal da caixa apenas ontem, quando por um milagre dos céus, por um raro alinhamento interplanetário, por um mistério da natureza Rodrigo resolveu arrumar as caixas que lhe cabiam e que até então permaneciam empilhadas no escritório. Tão logo redescobri minhas ferramentas, catei o bate-prego e, claro, fiz arte (você verá a seguir). Bem, agora que tenho os instrumentos necessários posso finalmente pendurar os primeiros quadros e porta-retratos, o que configura oficialmente a fase de decoração do apê. Não é incrivelmente legal? Um dia, aliás, tecerei minha argumentação pseudo-científica sobre o papel do bate-prego no processo de emancipação feminina no século XXI.


Bate-prego, caso você não saiba, é esse instrumento para bater pregos sem estourar a parede nem seus dedos nem estragar seu esmalte. Tem em qualquer loja de material de construção



No banheiro social, preguei esse gancho para toalha. Presente da sogrita, comprado na feirinha da Praça dos Omaguás, em Pinheiros. Custou R$ 10.





Acima do ganchinho, pendurei esse quadro de miniatura de banheiro. Paguei R$ 25 numa loja de artesanato aqui perto de casa. Comprei faz tempo já, na época da reforma





Ficou assim: fofo e clean. Pretendo colocar mais quadrinhos nessa parede, aguardemmmm.





Essa toalha de mão tem um detalhe em ponto-cruz. Eu que fiz! Eu que fiz!





E já que estou mostrando as novidades... Ganhei esta bandejinha feita pela Laura, a mãe prendadíssima de uma amiga minha. Laura é médica, frequenta aulas de dança de salão, tem três cachorros, cuida de uma casa incrível e faz artesanato nas horas vagas. E você aí reclamando que não tem tempo pra nada...hehe




Prendedores também feitos pela Laura....





Debaixo da caixa de ferramentas, enroscados numa enciclopédia de filmes brasileiros, achatados por um compêndio sobre Glauber Rocha lá estava meu casal de macaquinhos, carinhosamente batizado (por mim, claro) de Ro e Mari





Aproveitando o lindo sábado ensolarado, fui à feira e comprei flores, pela primeira vez no apê novo. Gente, como flores mudam o astral de uma casa, não? Esse vaso branco é a minha vida. Custou R$ 30 na Etna





Em homenagem à roseira da minha avó, rosas para a casinha. Lá no fundo você vê um pedacinho da minha sala




Eu já guardava as rolhas dos vinhos, mas recentemente adquiri a mania de escrever nas rolhas a data e a ocasião em que o vinho foi aberto. O médico falou para deixar.... hehe





Em cima do meu passa-pratos entre sala de jantar e cozinha coloquei uns livros de receita. A ideia era que eles me inspirassem a ir para o fogão, mas até agora sigo com o miojo de galinha caipira...




Depois de passar vergonha por não ter xícaras de café para todas as visitas, coloquei no uso meu jogo fofo. Eu estava guardando para a Audrey brincar de casinha, mas acho que não é o caso de esperar...





Mari Mari segurou ontem um bebê por 7,5 segundos e desistiu da maternidade por tempo indeterminado


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Terça-feira, 9 de Junho de 2009

Uma solução por R$ 99

Como estou? Quebradaça. No sentido, ahn, bancário da palavra. Básico: a reforma acabou, mudei pra o cafofito e dos confins da minha mente conturbada tirei a ideia de que os gastos estavam encerrados. Ou pelo menos os gastos mais pesados. Tolinha! Desde que finquei no apê a bandeira da República de Mari Mari as demandas seguem com um vigor impressionante. Falta cortina, gente. Momento Depressão Profunda: domingo passado o Ro pendurou um lençol na janela da sala, na tentativa de bloquear o reflexo do sol na TV. Creeeeedo. Mas ok. Se eu fosse milionária como o Ronaldo minha vida seria meio sem perspectivas (pensando bem, se eu fosse o Ronaldo estaria nesse momento num spa em Itu, o que não é exatamente ruim). Tô enrolando você! percebeu? Isso tudo é para dizer que, enquanto não tenho armário sob a pia do banheiro (termo técnico: gabinete), comprei um incrível carrinho aramado por R$ 99! Foi uma saída emergencial, uma vez que minha linda pia de mármore travertino estava ficando mais caótica do que aquelas gôndolas de DVD em promocão no Carrefour. Comprar o carrinho é o de menos. Montar é que são elas. A seguir, o épico duelo de Mari Mari versus o carrinho com instruções em mandarim.


A surpresa começa logo ao abrir a caixa. Há várias peças, pecinhas e pecetas. Hummmm, isso não pode ser bom....




O troféu Decifra-me ou Devoro-te vai para o sensacional manual de instruções "esquemático", em que todos os passos da montagem são ilustrados ao mesmo tempo. (Essas coisas acabam com minha auto-estima)





Vamos lá, Mari Mari, isso não pode ser mais complicado do que as tantas provas de Físico-Química e Trigonometria enfrentadas no colegial...





Como vou fazer essa geringonça parar em pé?





Puxa, há buracos sobrando... Será que é assim mesmo?




Assistindo ao meu desespero, meu sogro, Troféu Fofo do Mês, veio ajudar. O Rodrigo? Estava assistindo a um filme no Canal Brasil. (Tudo bem que eram onze da noite e que eu poderia deixar para montar o carrinho outra hora. Mas conhece os arianos?)




Aos 46 do segundo tempo, Mari Mari aperta último parafuso do carrinho-chinês. Na verdade, se não fosse meu sogro eu estaria até agora tomando uma goleada de um objeto inanimado. Um objeto, bom lembrar, que não consumiu toneladas de sucrilhos na infância, que não frequentou boas escolas, que não leu os clássicos da literatura. Uma porcaria de carrinho sem-vergonha! Mas venci! Venci!





Depois disso tudo, só faltava o carrinho ching-ling não caber debaixo da pia. (É lógico que esqueci de medir a altura antes de montar, lógico). Mas coube. E ficou bacana. O legal é que há dois toalheiros nas laterais.





Mari Mari é sócio-fundadora da Associação de Vítimas dos Manuais de Instrução Mal Feitos



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Domingo, 7 de Junho de 2009

Fachadas poéticas

Rua São Sebastião, 809. Casa dos meus avós. Os portões, baixos e pintados de branco. Nas paredes um pêssego-rosado, que na minha cabeça de 4 anos era cor-de-rosa e ponto final. Ao lado da porta de entrada, uma roseira que dava rosas de verdade - cujas mudas crescem hoje nos jardins de outros Mello. Não sei se porque trago essa lembrança da casa "rosa" dos meus avós, não sei se por qualquer outro motivo. The thing is: fachadas coloridas me deixam feliz. Aqui no meu bairro, zona oeste de São Paulo, há muitas assim. Graças a deus, graças ao bom gosto da vizinhança. Não são apenas muros, portões e janelas coloridos, mas detalhes poéticos que você confere a seguir. (Aproveitei que o dia hoje estava simpático e fotografei minhas favoritas). Só eu mesmo. Bora!


Nesse sobrado de esquina funciona um consultório médico. Gosto do buchinho. Gosto da parede verde. Fora que é prático. Imagina a secretária orientando as pessoas: "Olha, virou a esquina é uma casinha verde. Isso, verde! Não tem erro"




Ainda existem casas sem portão nessa cidade maluca. Repare na namoradeira ao lado da porta. Não é fofo?



A foto não mostra direito, mas essa casa tem paredes azuis, portão branco, um muro revestido com pedras. As plantas avançam na passagem e isso não parece ser um problema. O número tem a mesma cor da parede. Olha que lindo o conjunto.





Combinação improvável pero felicíssima: goiaba e lilás. Eu juro que um dia toco a campainha para dar parabéns aos caras...





Que tal arrematar os canteirinhos com ladrilhos coloridos?





Agora atenção para a calçada mais legal da cidade. Repara: são mosaicos feitos com caquinhos de azulejos





Mais de perto... Ooooooh! Mas eu queria ver essa turma orientando os pedreiros, viu...




O efeito, visto de longe. A foto não mostra direito, mas os desenhos em mosaico se repetem na garagem




Alias, olha que cor bacana para um portão




O número com mosaico. Um mimo!




De decoração em festa de casamento a uniforme de super-herói: roxo e verde não tem erro




No degrau do portão social, acabamento de ladrilhos hidráulicos coloridos. Se você não encontrar os ladrilhos (acho que só tem em cemitério de azulejo ou réplicas por encomenda), existem peças decorativas de cerâmica. Eu coloquei na minha sacada. Olha a próxima foto!



Oooooh, não é fofo? A peça tem 10 cm x 10 cm.




Mari Mari gosta de rosas e rosas e rosas


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Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

Adesivo de parede - AMEEEEEEI

Só mesmo Mari Mari para pegar o carro numa terça à noite, sob o frio de 12 graus, e dar uma passadjinha na Leroy Merlin para desestressar. Na verdade eu tinha um motivo. Precisava trocar uma arandela que comprei para o meu quarto mas que não ornou. Claro que eu poderia deixar para outro dia, claro que não era nenhuma sangria desatada. Mas quem segura meu siricutico? Bem, fiz a troca (em menos de 1 minuto. esquema mega-eficiente!) e fui bater perna. Acabei comprando um carrinho para o banheiro (mostro num próximo post) e um adesivo de parede. Sempre adorei adesivos de parede mas até então nunca tinha testado. Escolhi um bem pequeno e barato (R$ 18,90), só para testar mesmo. A parede-vítima-escolhida foi a do meu escritorio, onde passo muitas horas do meu dia. A seguir, uns instantâneos:


Deixe-me fazer as apresentações: Adesivo, leitores do blog/ Leitores do blog, adesivo




Notem que é o adesivo "genérico", da Leroy Merlin. Hehehe. Sabia que na França se diz "Lerrruá Merlãn"? Muito mais chique!




Esta é a parede-vítima-cobaia do adesivo. Fica à direita do meu computador.




Marquei mais ou menos o ponto certo... Eles mandam prender na parede com fita crepe, mas nunca sigo as instruções das coisas direito. Tenho problemas com autoridade, sabe?




Quase, quase!





Prontinho. Aaaaaaaaaaaaaaaaai, que lindo!




Mari Mari colava figurinhas nos cadernos das outras crianças. Sem que elas autorizassem, diga-se


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Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Quanto vale o show?

Namorido tem ótimas qualidades. Um: não curte futebol. Isso significa que a trilha sonora dos meus domingos não é a do Mesa Redonda e que nosso programa sagrado de quarta-feira, quando dá, é pegar um cinema - e não o futebolzinho dele com os amigos. Dois: namorido entende minhas crises de TPM e minhas crises extra-TPM, que são muitas. Esse vai pro céu, sério. Três: ele não reclama quando reclamo que ele deixa coisas largadas no chão tipo jornal, tipo sapato, tipo a bolsa dele. Não reclama mas também não recolhe, tem isso. Enfim. O Ro é fofo. Maaaaaaaaas (ahá! sempre tem um "mas"). Mas ele não manja niente de serviços domésticos masculinos. Aquelas coisas de homem: instalar chuveiro, arrumar a torneira que está pingando, pregar um quadro na parede, lubrificar uma dobradiça que está fazendo nhec-nhec-nhec. Lâmpada ele só troca quando ameaço fazer as malas e acabar com tudo. Ainda bem que...tcharaaaaam... descobri um FAZ TUDO, indicado pelo zelador do meu prédio. Fechei com ele um pacote de serviços. A saber:

- instalar a máquina de lavar roupa
- instalar a máquina de lavar louça
- instalar 3 arandelas (sala, quarto de banheiro)
- colocar um dimmer na sala (dimmer é aquele negócio que serve para regular a intensidade da luz num ambiente)
- instalar um varal de teto
- prender os chuveirinhos nos boxes dos dois banheiros
- arrumar a válvula do vaso sanitário (veio com defeito de fábrica)
- instalar a ducha higiênica no banheiro da suíte
- prender o interfone direito na parede (estava sambando)
- colocar uma tomada que foi esquecida pelo eletricista (ficaram só os fios para fora da caixinha)

Sabem quanto paguei por tudo isso? R$ 100! Trabalho para dois dias. Não tá bom? Pensa: se eu fosse chamar pessoas diferentes para fazer cada serviço, estaria perdida. Ah, sim, e o FAZ TUDO ainda saiu poelo bairro atrás dos materiais que faltavam. Tipo bucha e parafuso número 6. Hein? Hehe. Talvez eu preferisse que o Ro assumisse essa parte. Mas se não é a praia dele, vou eu enfiar goela abaixo?


Definitivamente não combina com mãos sujas de graxa...




Mari Mari é perigosamente ciumenta


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Sexta-feira, 29 de Maio de 2009

Simplesmente um luxo

Pode um jogo americano floral causar furor? Ô! Esse aqui, pelo menos, causou. Desde a primeira vez que mostrei, a mulherada surtou loucamente. Relembrando:



Descobri a loja! Chama-se Blue Gardenia. Tem duas em São Paulo (Vila Nova Conceição e Jardins) e uma em Santos. Como quem não quer nada mas na verdade quer tudo, fui passear pelo site. Separei fotos de alguns produtos. E é com essas coisas fofas que encerro uma importante semana para o Brincando de Casinha: chegamos a 60 mil pageviews/mês e 400 seguidores. Pô, gente, brigada. E vamos peruar um pouco:



Louça modelo Chelsea. Num pratchinho desse, China in Box nem parece China in Box





Kit cookies e brownies. Um mimo básico, para você levar à casa de uma comadre (não é engraçada a palavra "comadre"?)





Porta-jóias. Meu sonho é ter um desse. Repleto de jóias mesmo, diga-se...





Lustre Petit-Palais. Perto desse, o meu ficou pobrinho-pobrinho. Ô, coitado! hehe




Almofada térmica com ervas.... R$ 39!





Mesa provençal. E você aí tentando fazer pátina em casa... Eu nem me atrevo!





Jogo de lençol para berço. Não dá vontade de ter uma menina? (A minha talvez se chame Audrey, vocês gostam?)





Cabide de criança fina...




Ursinho para dormir. Adulto também pode ter um desse? Rô, me dá? Eu preciso! De preferência essa ursa que tem lacinho na orelha!




Lembra do prato Chelsea lá em cima? Tem o jogo de cama também. Ai, meu coração...





Mari Mari abriu uma poupança e dentro de 2 anos fará sua primeira visita à Blue Gardenia


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Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

No capricho

Mal me mudei e já rolaram 3 festas aqui em casa. Importante dizer que "festa", no meu dicionário, significa "qualquer reuniãozinha que junte mais de três pessoas" (o Ro e eu já somos duas. Portanto, basta um convidado para que se caracterize uma balada. Ou seja, minha vida é uma festa). Domingo cedo meu irmão ligou aqui dizendo que queria vir jantar. Pois venha, ué! Vieram ele e a noiva. Sei que o fino é preparar jantar de verdade, com temperos frescos, um risotchiiinho. Mas quem me conhece sabe que minhas habilidades culinárias não passam de uma caneca de nescafé com leite esquentado no microondas. Podemos pedir uma pizza, então? E assim foi. Pela primeira vez na história da minha casinha, coloquei a mesa de jantar. A mesa, coitada, pertencia ao ex-proprietário do apê e durante meses foi bancada de apoio do eletricista, do pintor, do marceneiro. Dei um trato na pobre e vamo que vamo. Coloquei aqueles jogos americanos que já mostrei outro dia, achei minhas taças de vinho e guardanapos de pano, abrimos um tinto 2001, que eu tinha guardado para um dia especial. Acendi algumas velas. E pronto: o que era para ser uma pizza virou uma reunião aconchegante e (momento Guilherme Arantes) úuuuuh, cheia de charme. Aí fico pensando. O que fiz de fato? Caprichei na mesa e acendi velas. Só. A pizza custou os mesmos R$ 29 que teria custado se tivéssemos jantado com os pratos no colo em frente à TV. Não tem a ver com o quanto se gasta, mas com o capricho dedicado ao projeto. Enfim. Tem gente que passa a vida com um armário cheio de cristais, mas no dia-a-dia bebe água em copo de requeijão. No fim, a gente morre e fica tudo aí. Põe essa mesa direito, mujer!


Talher da Etna viu, bem? Um dia terei um faqueiro de madame....




Guardanapo de pano que combina com a minha parede. Minhas louças? Brancas, sempre.




Faltaram as taças de água. Quebrei todas!




Gosto de apoiar os utensílios para servir sobre uma esteirinha. Essas vieram de Morro de São Paulo.






Mari Mari não compreende a invenção da borda recheada


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Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

Vai reformar? Leia isso antes

Dizem que fazer reformar é como planejar casamento. A coisa começa simples, você acha que pensou em tudo, acha que a grana vai dar e, no decorrer do processo, surgem os mínimos detalhes, as coisas imprescindíveis e quase sempre o projeto sai do controle. Sobre casamento não posso falar muito, mas sobre reforma... até que aprendi alguma coisa. Estou looooonge de ser uma especialista, mas posso dizer o que rolou comigo. A seguir, dicas que eu daria para quem vai começar uma reforma. Antes disso, uma fotinha para inspiração:


ANTES - cozinha




DEPOIS



Então vamos lá.

1. Se você fez as contas e acha que vai gastar X, calcule PELO MENOS o dobro. Sem essa grana, nem comece a obra. Eu diria até que é bom calcular o triplo, mas não quero assustar você.

2. Se o pedreiro disse que vai levar 4 semanas, aí sim calcule PELO MENOS o triplo. Nem o dobro é suficiente.

3. Tente a todo custo contratar profissionais com indicação. Sendo conhecido de alguém, o pintor/pedreiro/eletricista tomará mais cuidado para não pisar na bola com você. Porque pisar na bola com você será como pisar na bola com a pessoa que te indicou. E ele perderá dois clientes, não um.

4. Faça sempre 3 orçamentos, no mínimo. Só assim você consegue ter parâmetro de comparação. Quando os valores batem, é sinal de que provavelmente o preço é aquele mesmo.

5. Tire férias. Por duas razões. 1. É muito, muito, muito importante visitar a obra todos os dias. Há coisas que ou você olha na hora e pede pro cara arrumar ou já era. 2. Todo santo dia é preciso comprar algum material. Ou trocar algo que você comprou errado. Para sua obra andar, esteja à disposição.

6. Visite a obra em horários diferentes. Apareça de repente. Isso faz com que os pedreiros pensem duas vezes antes de encerrar o expediente às 3 da tarde.

7. Antes de comprar acabamentos especiais, certifique-se de que sua mão de obra sabe trabalhar com ela. Comigo rolaram dois problemas: 1. Inventei de colocar pastilha de vidro nos banheiros e o pedreiro simplesmente nunca tinha trabalhado com aquilo. Pastilha requer argamassa própria e técnica de assentamento - senão fica tudo torto. 2. Porcelanato retificado exige rejunte epóxi, um rejunte mais duro, difícil de trabalhar e de secagem rápida. Se o cidadão não souber fazer, ele estraga seu piso. Tive de contratar um outro cara só para isso.

8. Ter os preços mais baixos não significa que a loja é melhor. Por uma diferença de centavos, fiz minha primeira compra na Telhanorte e tive um problema inenarrável. Aqui. A C&C tinha preços um pouco mais altos (R$ 1 ou R$ 2 de diferença), mas sempre me deu 10% de desconto em pagamentos à vista. Sem contar que a C&C nunca falhou na entrega e nunca me criou problemas para trocar produtos. Ou seja, tope pagar um pouco mais em nome da sua sanidade mental.

9. Encontre um bom vendedor e compre tudo com ele. Se não fosse o Claudio, da C&C Morumbi, nem sei como teria sido. O cara tinha minha obra na cabeça e me ajudou a tomar decisões. Ah, sim, eu não ganho nada da C&C para fazer propaganda. Embora não seja uma má ideia... rs

10. Dizer que a obra "não acaba nunca" é relativo. Há coisas miúdas que aparecem pouco, coisas internas de encanamento, por exemplo. Controle a ansiedade e fique feliz com os pequenos progressos.

11. Fazer contrato assinado com pedreiros não significa muita coisa. Primeiro porque geralmente eles não são alfabetizados. Segundo que se quiserem abandonar a obra, não é uma folha de papel que os fará desistir da ideia. E você vai fazer o quê? Contratar um advogado para processar o cara? Eu fiz uma lista por escrito, com tudo o que deveria ser feito, sentei com meu pedreiro e li item por item. Apenas por efeito "intimidatório" e para depois o cara não dizer que "isso a gente não combinou".

12. Frases que você vai ouvir: "isso é assim mesmo", "aí complica pra nóis", "esse material não presta", "isso nao tem jeito". A mais perigosa de todas é " isso depois a gente acerta". No meio da obra, aparecerão coisas que você não tinha combinado. Ou você pode resolver quebrar uma parede que não tinha sido acertada antes. É melhor que o pedreiro diga NA HORA quanto vai cobrar. O meu aqui foi fazendo, fazendo, disse para eu não me preocupar e, no fim da obra, veio com uma conta de R$ 1800 "pelos extras". Paguei, né? Fazer o quê...

13. Não bata de frente com esse povo. E lembre-se: você está lidando com pessoas que talvez tenham outras referências éticas, outros valores e que costumam ter dificuldade para se comunicar. É engraçado, mas a gente se esquece disso e acha que está lidando com um colega do escritório. Seja paciente, didático e não humilhe os caras.

14. Pedreiros são machistas e não aceitam ordem de mulher. Portanto, cerque-se de homens. Pai, irmão, namorado, amigo, vale tudo. Na hora do tête-à-tête, quem ia pro front aqui era o Rodrigo.

15. O elemento sempre dirá para você que "não tem jeito". Na verdade, jeito sempre tem. Só que dá trabalho. Nunca aceite um "não tem jeito". Questione, pergunte o motivo, diga que então você vai chamar outra pessoa para avaliar. Ce vai ver só se o jeito não aparece milagrosamente. Rola uma lei do menor esforço, manja?

16. Para quem mora em prédio. Se seu síndico é bacana, explore os conhecimentos dele. Síndicos costumam saber onde passam as colunas de água, se aqui tem viga, se pode, se não pode. Ah, sim, pedreiros odeiam síndicos.

17. Antes de começar a obra é de bom tom avisar os vizinhos de cima, de baixo e do lado. Peça um trilhão de desculpas antecipadamente. Eu deixei chocolatinhos na porta de todo mundo. E um cartão com meus telefones, caso rolasse algum imprevisto. Supercomum: ao mexer no seu encanamento, o pedreiro pode estourar um cano que afeta o banheiro do vizinho. Se isso acontecer, VOCÊ terá de arcar com as despesas.

18. Se você mora no local a ser reformado, considere a possibilidade de desocupar o espaço. A obra flui melhor. Mande suas coisas para um guarda-móveis e hospede-se na casa de alguém. Graças aos meus pais pude fazer isso. Não posso nem pensar em como teria sido se eu morasse aqui durante a obra...

19. Toda vez que você comprar um material e combinar a data de entrega, exija que essa data esteja impressa na nota fiscal. Se a loja não cumprir o combinado, essa é a única maneira que você tem de provar, caso decida ir ao Procon.

20. Não comece uma reforma se você estiver em crise no casamento ou querendo mudar de emprego. Reforma é uma coisa que desestabiliza as pessoas emocionalmente. Você precisa estar legal. Conheço gente que foi parar no psiquiatra por causa de obra. Seríssimo.


Mari Mari repete frequentemente essas dicas em festas e eventos sociais


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Quinta-feira, 21 de Maio de 2009

Três vezes Audrey

Por que gosto tanto da Audrey? Sei lá. Gosto de olhar para ela. Gosto da postura. Já viu Audrey caminhando? Acho bonito o inglês britânico - o mesmo que aprendi quando morei em Londres. Audrey parece que nasceu chiquérrima. Duvido que ela tenha alguma vez tirado caca do nariz. E isso não tem a ver apenas com os modelos de Givenchy ou Dior. Até enrolada numa toalha de chita ela fica bonita e chique e fina e um sucesso. Até chegando da balada, como na primeira cena de Breakfast at Tiffany`s, Audrey é Audrey. Arrumando umas coisas hoje me dei conta de quanta Audrey tem aqui em casa. Há outras coisas, encaixotadas, mas por enquanto achei só isso aqui:


Dois pôsteres de grandes filmes de Audrey. Ainda estou negociando com o Ro em qual parede vai cada um....





O lindíssimo livro Audrey Hepburn`s Treasures, uma edição importada com reproduções de cartas, documentos pessoais e manuscritos dela. Obrigatório para fãs. Custa R$ 148 na Livraria Cultura. Não se impressione pelo preço. É um belo livro.





Essa caixinha era de propaganda de alguma coisa. A caixa é boa, sabe? Durinha! Catei imagens de Audrey na net e mandei imprimir num papel especial. Cobri as propagandas e pronto. Tem gente que faz essas coisas e vende. Guardo bijus, colares, pulseiras.




Aproveitando o post, segue um novo-velho objeto de decoração do escritório: uma máquina fotográfica que pertenceu a uma tia do Ro. Funciona ainda! Adoro câmeras antigas. Talvez porque minha história com fotografia seja mais antiga do que com o próprio jornalismo. Ok, houve uma diferença de 6 meses entre uma coisa e outra... hehe



Mari Mari acumula caixinhas de forma preocupante

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